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19/02 | Reflexos do Sistema Cantareira?      

19/02 | Reflexos do Sistema Cantareira?

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Quase cem toneladas de peixes foram encontrados mortos nas margens do Tietê. Amostras da água foram coletadas para saber se há contaminação.

Biólogos suspeitam que o calor e o baixo volume de água estejam por trás da mortandade de peixes no Rio Tietê e em afluentes dele, no interior de São Paulo.

Nos últimos dias, quase cem toneladas de peixes foram encontrados mortos nas margens e nos afluentes do rio.

Só em Arealva, mais 20 toneladas de tilápia morreram nos tanques de criação. Em São Manuel, outras 50 toneladas de peixe também se perderam.

“A gente luta tanto, a hora que está começando, acontece estas coisas aí. É para acabar mesmo, é duro”, disse o piscicultor Willian Terra dos Santos.

O prejuízo vai pesar no bolso dos criadores. “Quatro, cinco meses de serviço perdido, aproximadamente uns R$ 200 mil. Aí fica complicado para gente recuperar isso aí”, afirmou o também piscicultor Marcos Antônio Bortoloto.

Técnicos da Companhia de Saneamento Ambiental de São Paulo coletaram amostras da água ao longo do rio para saber se existe algum tipo de contaminação. O calor intenso que fez na região pode ter provocado um desequilíbrio ambiental.

“Constatamos também a presença de algas mortas, que têm uma proliferação muito grande onde o oxigênio dissolvido em função da matéria orgânica que está se deteriorando, consome o oxigênio e pode ter provocado a mortandade dos peixes”, avalia o técnico da Cetesb Martinho Raggio.

No Rio Piracicaba, outro afluente do Tietê, o nível da água baixou por causa da falta de chuva. Faltou oxigênio e mais de 20 toneladas de peixes morreram.

Segundo especialistas, o Piracicaba pode levar três anos para se recuperar desse desastre ambiental. “O poder de purificação do rio fica extremamente comprometido e seu equilíbrio para a própria recuperação”, comenta o ambientalista e diretor da ONG Florespi Ricardo Schmidt.

“Eu já pesquei muito nesse rio. Para mim, representa muita coisa e eu estou muito triste com isso”, afirma a cozinheira Santa Dias Ferreira.
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Sistema Cantareira

Sistema Cantareira é um conjunto de represas que desviam água das nascentes que formam as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Bacias PCJ) para abastecer a grande São Paulo. Ou seja, cerca de 31 mil litros de água por segundo são retirados dos municípios inseridos nas Bacias PCJ.

Os Comitês das Bacias PCJ pleiteiam aumento de menos 3 mil litros por segundo da vazão destinada à região no processo de renovação da outorga, o que equivale a dobrar o volume atual. Hoje, os parâmetros mínimos de uso da água são 24 mil litros por segundo para São Paulo e 3 mil litros por segundo para o interior, mas a capital paulista pode usar ainda 7 mil litros por segundo do banco de águas.

Desde o início de 2014, o Sistema Cantareira enfrenta baixa histórica para esta época do ano. O reservatório chegou a 18,67% da sua capacidade, mas a queda foi estancada pelas chuvas do último final de semana.

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Notícia extraída do site G1 Jornal Nacional: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/02/calor-podem-ter-causado-mortandade-de-peixes-no-rio-tiete-em-sp.html

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1 Comment

  • jose fruvio gomes

    20 Feb, 2014

    Reply

    tanta pessoas espertas nesse negocio ai e não tinha o um plano de emergência e outra coisa pode ate avido falta de oxigênio mas para matar o cascudo teria que ter mais algo nessa agua pergunta já fizera o analises nos peixes e na agua qual for aos os laudos tequinicos

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